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Busca e Desconta

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Bancos Alimentares recolhem 2.100 toneladas de alimentos em dois dias de campanha!

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Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram este fim-de-semana mais de 2.100 toneladas de alimentos na campanha que envolveu mais de 42 mil voluntários em mais de 2.000 superfícies comerciais em todo o país. Os números representam um acréscimo de 3,9% comparativamente à campanha de Maio do ano anterior.

Durante a próxima semana, até dia 7 de Junho, quem não teve oportunidade pode ainda contribuir no site www.alimentestaideia.net ou através da campanha “Ajuda Vale”, em supermercados e nas bombas de gasolina.

Os alimentos mais doados na campanha foram produtos não perecíveis (leite, arroz, azeite, massas, açúcar, enlatados) representando aqui também uma adesão à ideia promovida pelo Banco Alimentar de partilha.

A partir desta semana os produtos serão entregues às 2.650 Instituições de Solidariedade Social apoiadas pelos 21 Bancos Alimentares, com actividade em Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, S. Miguel, Viana do Castelo, Viseu, Terceira, Madeira, e acompanhadas na sua actividade ao longo de todo o ano. São estas quer os levarão à mesa de quem mais precisa, através de cabazes ou de refeições confecionadas, actualmente cerca de 410.000 pessoas em situação de pobreza e com carências alimentares.

Esta campanha ficou marcada pela utilização de sacos de papel, mais amigos do ambiente do que os tradicionais sacos de plástico, recicláveis embora. Tratou-se de um desenvolvimento coerente com a lógica do funcionamento da actividade dos Bancos Alimentares, a luta contra o desperdício alimentar, e com a campanha “Papel por Alimentos”, com a consciência de que os recursos são escassos e que é importante lutar pela sua preservação e sustentabilidade.

Até 7 de Junho: campanha “Ajuda Vale” e site de doações online

Todas as pessoas que gostariam de doar alimentos e que não tiveram oportunidade de o fazer no fim-de-semana, podem ainda contribuir até 7 de Junho através da campanha “Ajuda Vale” com vales de produtos disponíveis nas caixas dos supermercados e dos postos de abastecimento das gasolineiras aderentes (BP, CEPSA e GALP), bem como no portal de doação online www.alimentestaideia.net

Alguns dados relativos à actividade

A actividade dos Bancos Alimentares Contra a Fome prolonga-se ao longo de todo o ano. Para além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem, diariamente, excedentes alimentares doados pela indústria agro-alimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores. São assim recuperados produtos alimentares que, de outro modo, teriam como destino provável a destruição. Estes excedentes são recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar. Deste modo, para além de combaterem de forma eficaz as carências alimentares, os Bancos Alimentares Contra a Fome lutam contra uma lógica de desperdício e de consumismo, apanágio das sociedades actuais.

Recolha nacional, ajuda local

Os Bancos Alimentares Contra a Fome distribuem, ao longo de todo o ano, os géneros alimentares recorrendo a Instituições de Solidariedade Social por si seleccionadas e acompanhadas em permanência por voluntários dos Bancos. Estas realizam visitas domiciliárias e asseguram um acompanhamento muito próximo e individualizado de cada pessoa ou família necessitada, de forma a ser possível efectuar, em simultâneo, um verdadeiro trabalho de inclusão social.
Em 2014, os 21 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 29.630 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 41.482 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 118 toneladas por dia útil.
A actividade dos Bancos Alimentares norteia-se pelo princípio genérico da “recolha local, ajuda local”, aproximando os dadores dos beneficiários e permitindo uma proximidade entre quem dá e quem recebe. Possibilita o encontro entre voluntários e instituições beneficiárias, por um lado, e entre fornecedores da indústria agroalimentar, empresas de serviços, poderes públicos e o público em geral, em especial durante os fins-de-semana das campanhas de recolha, em que todos trabalham lado a lado por uma causa comum: a luta contra as carências alimentares e a fome.

Em 1991, foi aberto em Portugal o primeiro Banco Alimentar Contra a Fome e estão actualmente em actividade no território nacional 21 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objectivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha.

Existem 256 Bancos Alimentares operacionais em 21 países na Europa, que, em 2014, distribuíram 402 mil toneladas de produtos a 5,7 milhões de pessoas, através de 31.000 associações (www.eurofoodbank.org).

 

OBRIGADO A TODOS!